O edifício no coração da antiga Jerusalém manteve-se de pé durante cerca de três séculos e meio, desde a sua construção sob o rei Salomão, por volta de 960 a.C., até à sua destruição pelos babilónios em 586 a.C. Hoje nada dele sobrevive à superfície. O próprio local, o Monte do Templo, é atualmente um dos lugares mais vigiados e cuidadosamente geridos do mundo, e estar ali não dá qualquer ideia do edifício que outrora o ocupou.
A TimeLens trá-lo de volta com Ofer Becker, da Becker Innovation. Partimos das descrições detalhadas deixadas pelas fontes antigas, entre elas a Bíblia hebraica, o tratado Middot da Mishná, o Talmude e comentários rabínicos posteriores, lidos aqui como documentos históricos sobre as medidas, os materiais e a planta do edifício, tal como usamos o Plano Castello para Nova Amesterdão ou os relatos clássicos para Atenas. Esteja no local, levante o telemóvel e veja o Templo restaurado à sua volta, com o cedro, o bronze e o ouro onde estes textos os colocam.
O que torna esta reconstrução invulgar é a precisão com que o edifício sobrevive no papel. As fontes antigas dão as medidas das suas muralhas, portas, pátios e altar até ao côvado, verificadas aqui com mais de quarenta textos distintos, o que permite construir o modelo à escala e não por impressão, desde o pátio público na orla do recinto até à pequena câmara no seu centro.